quarta-feira, 11 de março de 2009

Back on Black

Após muito tempo sem aparecer (mudança, troca de internet, mês pré-férias, whatever...) aqui estou eu de volta. Dadas as minhas ocupações e descansos, acompanhei e li pouca coisa, mas do que vi, me apaixonei!

Para os amantes de quadrinhos, o filme Watchmen ficou simplesmente fabuloso. Seguiu, em muito, a história original, mas acrescentou um final relativamente Hollywoodiano, para o possível e muito provável pavor de Alan Moore. O autor, que já havia bravateado o filme V de Vingança, pela perda da "intenção original" novamente se recusou a ser associado ao mais novo filme baseado em seus romances... Ninguém disse que ele era consumista. O homem ainda luta por seus ideais ^^ Sei lá. Eu gostei bastante do filme V de Vingança, acho que até mais do que a graphic novel, uma vez que, como o próprio autor comenta na revista reeditada "perdoem a possível infantilidade da história, pois a escrevi em um tempo bem diferente deste".

Com relação a novas séries, recomendo Dollhouse, do Joss Whedon (criador de Buffy e Angel). Mesmo ainda não achando a Eliza Dushku grande coisa como atriz, posso dizer que ela está amadurecendo (ok, ok... duvido que faria melhor no lugar dela, mas faz parte criticar, né?) e a série vai ser algo fenomenal pra ela nesse ponto, já que ela pode ter uma personalidade por episódio. Não funcionou muito bem em Buffy, quando ela e a Sarah Michelle Gellar trocaram de personas, mas Eliza está visivelmente "menos Eliza".

Voltando a série (SPOILER), temos uma casa ilegal que transforma jovens em dolls, pessoas sem uma mente superficial, apenas com os instintos básicos de sobrevivência e obediência, para transformá-las na pessoa ideal para qualquer requisição, desde serviço de acompanhante até serviços de roubo, assassinato, etc.

E para os amantes de vídeo-games e filmes classe B, The House of Dead: Overkill. O pessoal que conversa comigo diariamente já vai começar a rir, pois é só no que falo desde que comecei a jogar ele para Wii.

Em um modelo de filmes dos anos 80 classe B, no melhor estilo Uwe Boll (que infelizmente já dirigiu um House of Dead, que de House não tinha nada...), o shooter é completamente gore, de uma violência gratuíta quase infame, regada a músicas e jargões da época. Sem contar o hilariante e completamente dispensável diálogo entre os protagonistas Agent G e Detective Isaac Washington. O primeiro, um agente da força nacional, teoricamente secreto e bem intencionado (como o jogo mesmo descreve: um rookie). O segundo, um detetive afro-descendente, com a boca quase tão suja quanto a de Varla Guns e com o memo princípio de vingança que a dita moça. Varla, por sua vez, é uma motoqueira desbocada, "levemente de TPM" após o assassinato do seu irmão, um Stephen Hawkings dos zombis... digo, mutantes.

E ainda se todo o sangue não fosse suficiente, a versão Directors Cut, que abre após o jogo ser virado uma vez, é mais gore ainda (se é que isso é possível...).

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