quarta-feira, 25 de março de 2009

Finaleira

E as férias estão se acabando... Não sei o quanto estou feliz com isso ou não. Quer dizer, vou ficar feliz em não ter mais que sonhar com trabalho, mas com toda a certeza, vou sentir falta de dormir até as duas da tarde. Ou de ir para o Ops na sexta, ficar até o fim de expediente e voltar pra casa e montar um quebra-cabeças de 500 peças, esperando pela faxineira. Vou sentir falta dos banhos de banheira e fortress de meio de tarde. De acompanhar as minhas filhotas quase o dia todo e perceber o quão amadas e bagunceiras elas são.

Não vou sentir falta de Lajeado, em hipótese alguma. E, mesmo que quisesse ter passado mais tempo com meus pais e irmão, e ter arrumado o álbum de fotos dele (estou devendo essa ainda, mãe), o fato de "eles" não estarem mais de férias, e atucanados com trabalho/escola não me permitiu muito contato. Se não bastasse, a piscina que eu queria ter aproveitado para passar o tempo, foi uma vaga lembrança em uma semana anormalmente fria e nublada. E como Lajeado é um poço de nada, suspeito que, de todas as semanas de férias, essa tenha sido a pior, ganhando em disparado da primeira que, supostamente, deveria ser para que eu aproveitasse a minha casa (o que virou mais um "seja a anfitriã").

Ainda assim, minhas férias serão levemente complementadas mes que vem, quando irei ter o desprazer de começar os procedimentos de extração de ciso. O dentista jura por tudo o quanto é mais sagrado de que não vai doer... Não dá pra acreditar muito depois que ele explicou que vai ter que partir os coitados ao meio pra extraí-los... -.-"

Da minha "vacation's to do list" ficou faltando uma academia, uma ida a praia, uma semana de sol com piscina, tirar mais fotos, revelar outras tantas, montar o nosso álbum pessoal e dar banho nas gatas. Destes, os dois últimos itens ainda podem ser completados até a semana que vem.

Aos meus amigos, muito obrigada pela companhia, tanto aqui como em Lajeado. E ao Pato... Quack!

sábado, 21 de março de 2009

Pesadelos Noturnos

Ontem (ou hoje de madrugada) fiz algo que há muito não fazia: ir a uma festa.

É relativamente complicado pra mim achar um lugar interessante para se ir, dado o meu gosto musical relativamente seleto (eclético, dependendo do caso, mas pouquíssimo tolerante). No entanto, quando o Grecco me mostrou aquela banda cover de Led Zeppelin /U2/Beattles/Rolling Stones/The Police, a idéia pareceu boa. E como a NEO está morta e praticamente enterrada, e o Beco tem sérios problemas em informar o conteúdo prático de suas festas, tava valendo.

Foi a minha primeira vez no Opinião. E tenho duas coisas para dizer:

1 - A casa tem uma estrutura interessante, embora não seja bonita ou estilosa;
2 - Acho que eles podiam apresentar mais clipes e menos propagandas... Pelo menos, pelo valor de R$15,00/R$20,00.

Não tomei nada de álcool, e posso afirmar que foi a melhor coisa que poderia ter feito (não me perdoaria nunca se perdesse qualquer um dos "momentos especiais" da festa).

A verdadeira diversão começou antes da banda, ao presenciar a cena dantesca na mesa ao lado: dois dragões bancando o São Jorge de outras duas dragoas.

Os "machos alfa", óbviamente necessitados ao ponto de escolher os primeiros par de seios disponíveis para embebedar e levar pra cama, não valiam nada. Feios, desengonçados, com um papo chato e indiscutível mal gosto (em todos os sentidos).

As fêmeas, uma loira elefante e uma morena pastel, o epítome da inocência. O que elas trataram por camaradagem de seus companheiros, terminou por virar um show de horrores no momento em que as duas, para chamarem a atenção de seus companheiros, trataram de "dançar" de braços dados, dando voltinhas para um lado e para outro, dependendo para qual lado pendia sua tontura alcoólica. Ao descerem para a pista, faziam poses grotescas e gasgueteavam em busca dos flashes das máquinas do amigos que permaneceram no mezanino, tramando como iriam fazer para terminar seu "feito".

E então chegou a banda. Naquele ponto, eu já tinha me animado a levantar da cadeira e me mexer um pouco (nada nem perto de como eu ficava na NEO, mas as músicas, ainda que conhecidas e apreciadas, não chegaram a superar o meu deslocamento com o local). Nesse momento começou o segundo show de horrores.

A banda em si, os "Maquinados", tinha um sério problema de sincronia e "novatisse". O guitarra solo não aprendeu a usar seu pedal adequadamente, o baixista não dava o tempo da música, o baterista estava mais para carpinteiro e o nosso vocalista era um guitarrista wannabe, que seguiu a risca os modelos de dinâmica de palco dos anos 70. Segundo o Pedro, foi o vencedor de Air guittar de 2008, tamanha a quantidade de air kicks e firulas que inventou (e que, infelizmente, não foram capazes de nos distrair de sua performance medíocre).

Na pista, entre as fotos de "Mãe, tô no Opinião" (que me lembraram tanto da quantidade inominável de pessoas que para na escadaria do Nacional do Rua da Praia Shopping para tirar fotos como se fosse ponto turístico), algumas figurinhas curiosas. Um menino, que passaria tranquilamente pelo meu irmão (cabeludo, deslocado e fazendo headbang para qualquer tipo de som apresentado), a excelentíssima band-aid de roxo (quase podia imaginá-la segurando uma plaquinha de "I'm with the band!"), que pulava e gritava para qualquer porcaria tocada pelo pessoal no palco, a galerinha da roda punk de butique e o rapaz que dançava como se estivesse com epilepsia. Imagino que seria daquela forma que o Fankenstein dançaria, se ele fosse criado em nosso tempo.

Não bastando, em algum momento um par de botas surgiu no meio da pista, sozinho, sem os pés que deveriam tê-lo calçado. E depois, estavam sobre o palco. Finalmente, viraram item pitoresco e foram acrescentados nas fotos de "Mãe, tô no Ops". Nesse ponto, os nossos casais de dragões já estavam em pé de guerra. A morena, torta de tão bêbada, conseguiu cair no chão, batendo a cabeça e culpando seu amigo pelo tombo. A loira, alheia como sua condição oxigenada prevê, tropeçou e perdeu a própria sandália, enquanto tentava insistentemente levar a amiga para dançar na pista. Não sei quando ocorreu, mas as duas resolveram abandonar os "rapazes", que sairam apressados para garantir a foda da noite.

Nosso baterista-carpinteiro, animado como estava, arrebentou um dos tambores, fazendo com que o vocalista ensaiasse uma desculpa tosca para que a banda tivesse tempo de arranjar uma segunda peça de reposição (méo déos... como essa criatura arrebentou a bateria, eu não sei... mas no que vimos ele se perder nas batidas de Highway to Hell, não duvidei mais da sua incapacidade...).

Resolvemos ir embora enquanto eles tocavam a finaleira. Não tivemos coragem de entrar no meio da turba de saída =p

quarta-feira, 11 de março de 2009

Back on Black

Após muito tempo sem aparecer (mudança, troca de internet, mês pré-férias, whatever...) aqui estou eu de volta. Dadas as minhas ocupações e descansos, acompanhei e li pouca coisa, mas do que vi, me apaixonei!

Para os amantes de quadrinhos, o filme Watchmen ficou simplesmente fabuloso. Seguiu, em muito, a história original, mas acrescentou um final relativamente Hollywoodiano, para o possível e muito provável pavor de Alan Moore. O autor, que já havia bravateado o filme V de Vingança, pela perda da "intenção original" novamente se recusou a ser associado ao mais novo filme baseado em seus romances... Ninguém disse que ele era consumista. O homem ainda luta por seus ideais ^^ Sei lá. Eu gostei bastante do filme V de Vingança, acho que até mais do que a graphic novel, uma vez que, como o próprio autor comenta na revista reeditada "perdoem a possível infantilidade da história, pois a escrevi em um tempo bem diferente deste".

Com relação a novas séries, recomendo Dollhouse, do Joss Whedon (criador de Buffy e Angel). Mesmo ainda não achando a Eliza Dushku grande coisa como atriz, posso dizer que ela está amadurecendo (ok, ok... duvido que faria melhor no lugar dela, mas faz parte criticar, né?) e a série vai ser algo fenomenal pra ela nesse ponto, já que ela pode ter uma personalidade por episódio. Não funcionou muito bem em Buffy, quando ela e a Sarah Michelle Gellar trocaram de personas, mas Eliza está visivelmente "menos Eliza".

Voltando a série (SPOILER), temos uma casa ilegal que transforma jovens em dolls, pessoas sem uma mente superficial, apenas com os instintos básicos de sobrevivência e obediência, para transformá-las na pessoa ideal para qualquer requisição, desde serviço de acompanhante até serviços de roubo, assassinato, etc.

E para os amantes de vídeo-games e filmes classe B, The House of Dead: Overkill. O pessoal que conversa comigo diariamente já vai começar a rir, pois é só no que falo desde que comecei a jogar ele para Wii.

Em um modelo de filmes dos anos 80 classe B, no melhor estilo Uwe Boll (que infelizmente já dirigiu um House of Dead, que de House não tinha nada...), o shooter é completamente gore, de uma violência gratuíta quase infame, regada a músicas e jargões da época. Sem contar o hilariante e completamente dispensável diálogo entre os protagonistas Agent G e Detective Isaac Washington. O primeiro, um agente da força nacional, teoricamente secreto e bem intencionado (como o jogo mesmo descreve: um rookie). O segundo, um detetive afro-descendente, com a boca quase tão suja quanto a de Varla Guns e com o memo princípio de vingança que a dita moça. Varla, por sua vez, é uma motoqueira desbocada, "levemente de TPM" após o assassinato do seu irmão, um Stephen Hawkings dos zombis... digo, mutantes.

E ainda se todo o sangue não fosse suficiente, a versão Directors Cut, que abre após o jogo ser virado uma vez, é mais gore ainda (se é que isso é possível...).